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Spaced learning: aprendizagem espaçada que inova o treinamento

Spaced learning, ou aprendizagem espaçada, é uma forma de tornar o aprendizado mais atrativo e desenvolver vias neuronais que reforçam a memória de longo prazo.

O sistema de aprendizagem espaçada é uma tendência que propõe uma maneira diferenciada de assimilação de conteúdos. A dinâmica é contrária ao formato tradicional de ensino, com a leitura ou visualização de conteúdos em uma sala por minutos ou, até mesmo, horas. Segundo os seus defensores, alternar entre momentos de captação do conhecimento teórico, pausas para descansar com a realização de atividades aleatórias e posteriores retorno ao conteúdo inicial com atividades práticas contribui positivamente para a eficiência do aprendizado e levam à condução de uma aula mais produtiva e menos enfadonha.

A proposta, a princípio, parece promissora e está alinhada ao conceito do novo blended learning, força motriz no planejamento de programas de desenvolvimento exclusivos e personalizados. É importante, logicamente, entender como o método funciona e a sua viabilidade. Analisaremos esses detalhes a seguir.

 

Primórdios da aprendizagem espaçada

A aprendizagem espaçada é um conceito recente, que já tem demonstrado concretamente sua capacidade. Em 2005, foi publicado um estudo na revista Scientific American1 sobre a formação das memórias de longo prazo no cérebro e como elas podem ser criadas. O artigo despertou a atenção do doutor Paul Kelley, ex-diretor de uma escola de ensino médio no Reino Unido, que realizou testes relacionados ao spaced learning na instituição, com resultados positivos no módulo de um importante exame para jovens em idade estudantil – e o aprendizado aconteceu em um tempo menor do que o padrão para as escolas do país, segundo uma matéria do jornal The Guardian2.

O método também se provou bem sucedido quando aplicado às disciplinas de estudantes universitários. O processo foi acompanhado por uma equipe especializada, que incluía o próprio Dr. Kelley. Registros em uma matéria da Forbes3 mostram que aqueles que tiveram o período de estudos realizado conforme as diretrizes da aprendizagem espaçada, com pausas intercaladas entre a teoria e a prática, tiveram resultados melhores do que os estudantes que assimilavam o conteúdo em leituras de longos períodos.

 

Certo, eficiência comprovada, mas… como o método acontece na prática?

Uma aula que se baseia na aprendizagem espaçada é planejada da seguinte forma:

  • Início da aula – multiplicador apresenta fatos importantes sobre o módulo: as informações e a teoria sobre os conteúdos do módulo estudado são expostas aos colaboradores, que precisam prestar o máximo de atenção, sem a necessidade de fazer anotações. Essa fase dura de 10 a 20 minutos, a fim de manter a atenção de todos sem se estender em excesso;

 

  • Primeiro intervalo: aqui, temos um momento importante: é a hora de formar as vias neuronais, responsáveis pelas memórias em longo prazo. Para isso, elas precisam “descansar” com atividades não relacionadas ao conteúdo, para que não sejam danificadas enquanto registram as informações da primeira fase. As ideias para isso podem variar, com possibilidades como a realização de uma atividade lúdica, um jogo possível de completar em um curto período de tempo ou, se a aula for aplicada em ambiente virtual em vez do presencial, a transmissão de algum vídeo para os colaboradores (jogos rápidos também podem ser pensados para os meios digitais) – é válido avaliar o perfil do grupo ou, até mesmo, perguntar as opiniões de cada um. O intervalo tem a duração de cerca de 10 minutos (é recomendável não ir muito além disso);

 

 

  • Segunda abordagem – mesmo conteúdo, apresentação diferente: aqui, o multiplicador revisita os tópicos abordados no início, mas de outra forma: no lugar de uma explicação teórica que exige atenção fixa, a interação dos colaboradores com o conteúdo é incentivada. Uma boa alternativa, por exemplo, é usar novos exemplos relacionados ao mesmo tema, mas omitir as informações principais que se quer que os colaboradores aprendam, convidando-os a completarem as lacunas com os itens – de maneira simplificada, sem utilizar esse momento para exercícios de fixação (eles serão importantes na fase final). A duração ideal da segunda abordagem é semelhante à primeira;

 

  • Segundo intervalo: não há grandes mudanças aqui, as diretrizes permanecem as mesmas sobre as atividades lúdicas e o tempo de duração. Se possível, não repetir a atividade anterior;

 

  • Abordagem final: os conteúdos do início são novamente utilizados, mas com os colaboradores participando ainda mais ativamente do processo de aprendizagem. É o momento de propor exercícios de fixação e solução de problemas. Não há uma duração específica para a fase final, mas é interessante manter um padrão semelhante às anteriores, para criar uma sensação de uniformidade na aula.

 

A abordagem espaçada aplicada ao novo blended learning

Quando o Dr. Kelley elaborou a metodologia que veio a se tornar o spaced learning, a ideia era otimizar o tempo de aprendizado sem perder a efetividade. Isso também é parte do princípio do novo blended learning e ambos podem ser perfeitamente convergentes conforme a proposta.

Os intervalos, por exemplo, podem ser aproveitados para pequenos lembretes de algum conteúdo que não possui relação alguma com o módulo apresentado durante a aula, mas é importante para a empresa que solicitou o desenvolvimento de um plano de T&D. Vale lembrar que, além do cuidado em não correlacionar o que é apresentado durante as abordagens com os intervalos, o ideal é que sejam atividades lúdicas.

 

 

Sobre as abordagens: a primeira seria demonstrada em um estilo mais padrão, enquanto a segunda possui alguns pontos-chave omitidos, com frases para os colaboradores completarem ou exposição simples de situações que se relacionem com os subtópicos principais. Na abordagem final, que incentiva a participação ativa e a interatividade, recursos como a gamificação e recursos imersivos (realidade virtual e realidade aumentada) são bem-vindos.

Fontes: Scientific American | The Guardian | Forbes

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